Joana Gaspar de Freitas
Coordenadora de Projeto

A História é a base do seu trabalho, mas algures no seu percurso, ouviu um “canto de sereia” que a fez descobrir um novo interesse: o mar e o litoral. Desde então, procura combinar aquilo que mais gosta – a História, a Literatura e o Ambiente – no estudo da relação entre os seres humanos e as zonas costeiras, numa perspectiva lata, com a ambição (talvez mais ousadia!) de preencher o intervalo ainda existente entre as Ciências Sociais e a Ciências Naturais. Coordenar o Projecto DUNES é o seu novo desafio, propondo-se fazer uma história ambiental global sobre as dunas enquanto ecossistemas híbridos. O que a motiva? É simples, a paixão de sempre, ir para bibliotecas e arquivos à procura de histórias desconhecidas. Histórias que merecem ser contadas… como a das dunas…

Monique Palma
Investigadora pós-doutorada

Monique Palma é Doutora em História da Medicina pela Universidade do Porto – Portugal, e no momento, trabalha como investigadora do projeto DUNES. Para ela é um trabalho incrível seguir pistas, investigar o universo das fontes, entender o que realmente aconteceu no passado. Monique, geralmente, comenta que alguns aspectos, detalhes importantes, processos, maneiras como a humanidade começou a produzir conhecimento continuam esquecidos e ou desconhecidos em nossa sociedade. Fascinada pelo ofício de historiadora, para ela, utilizar os métodos científicos da História para entender o passado é algo crucial para o desenvolvimento social. Monique Palma é mestre em História pela Universidade Estadual de Maringá – Brasil, onde também obteve a licenciatura em História. Depois atravessou o oceano Atlântico para progredir em seus estudos. Obteve o grau de Doutora, e atualmente, pesquisa sobre História Ambiental – uma das áreas de seu maior interesse. Para ela a História é como um mergulho no mar, não importa o que aconteça e apareça, não entre em pânico, e assim você poderá ver e entender outro ângulo sobre viver e, claro, divertir-se muito…

Ruwan Sampath
Postdoc | PhD

Ruwan Sampath, originário do Sri Lanka, faz investigação sobre as zonas costeiras, sendo especializado em modelação numérica da resposta morfológica destes sistemas a forçamentos naturais e antrópicos.

Depois de ter sido testemunha da grande tragédia do tsunami, no Oceano Índico, em 2004, percebeu a importância das dunas, recifes de coral, mangais e pântanos como defesas naturais contra os perigos costeiros. Desde então, tem vindo a estudar este tema com o objetivo de definir medidas de mitigação e adaptação. Através da modelação das alterações costeiras, devido à subida do nível do mar, no Holocénico e no século XX. O seu interesse pelos habitats costeiros não se deve apenas à beleza desses ecossistemas, mas também pelas ameaças à sua sustentabilidade.

Em Portugal trabalhou no Centro de Pesquisa Marinha e Ambiental (CIMA), Universidade do Algarve, entre 2007 e 2019. Ali obteve o seu doutoramento em Ciências Marinhas, Terrestres e Ambientais: na especialidade de Dinâmica da Zona Litoral.

Mihaela Tudor
Estudante de Doutoramento

Mihaela Tudor é geógrafa física e obteve o mestrado em Geografia Física e Ordenamento do Território na Universidade de Lisboa com a especialização em geomorfologia costeira.

Sendo natural da Roménia, um país com paisagens de rara beleza cénica, a sua personalidade foi sempre moldada pela natureza, motivo pelo qual escolheu Geografia. Mais tarde, veio viver para Portugal e desde o início sentiu um grande amor pelo mar. A paixão pelo litoral despertou o interesse por esta temática, levando-a a desenvolver investigação no domínio dos sistemas litorais, relacionada, sobretudo, com os eventos extremos que afetam as áreas costeiras.

Encontra-se atualmente a realizar o doutoramento em Geografia Física no Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa (IGOT-UL). O seu tema de investigação foca-se na morfodinâmica litoral, nomeadamente na reconstrução da evolução espácio-temporal das dunas transgressivas nos últimos dois séculos.

Os seus principais interesses de investigação são: dinâmica dos sistemas litorais, mudanças ambientais e subida do nível do mar, gestão costeiras e impacto antropogénico na evolução da paisagem litoral.

Daniela Rato
Estudante de Doutoramento

Formada em Geologia do Ambiente, Riscos Geológicos e Ordenamento do Território, actualmente no segundo ano do Programa Doutoral em Alterações Climáticas e Políticas de Desenvolvimento Sustentável, dedica-se ao estudo e à monitorização das dunas costeiras. Estas são ambientes complexos e sujeitos a acção de diferentes variáveis, por acreditar na importância de uma abordagem interdisciplinar, a integração da História, como ferramenta para o seu estudo e protecção, representa um novo e grande desafio para a sua investigação.

Entretanto, realizou um estágio profissional na Esri Portugal, é investigadora no projecto SandTrack e porque entende que tão importante como “fazer ciência” é divulgá-la, participou no projecto Art for Adaptation – Odisseia pelo Clima.

Pretende mostrar é que as dunas são muito mais do que divãs.

Ana Marcelino
Gestora e Comunicadora do Projeto

A sua curiosidade pela origem da vida levou-a a estudar Biologia Evolutiva. Fez os seus estudos na Universidade de Lisboa e depois partiu para várias aventuras de investigação científica pela Europa. Depois de vários anos fora de Portugal, troca a bancada de laboratório e as suas pipetas para regressar à sua Lisboa e trabalhar como gestora e comunicadora do projeto DUNES.

Ávida por mais histórias e por construir estratégias que permitam à sociedade civil e aos tomadores de decisão mais empenho e esclarecimento nas suas escolhas.

Consultores

João Alveirinho Dias


Licenciado e doutorado em Geologia pela Universidade de Lisboa, desde cedo que se dedicou à Oceanografia Marinha e Costeira e às interacções Homem-Meio. Tendo iniciado a vida profissional como Assistant Professor na Universidade de Luanda (Angola), transitou para o Geological Survey of Portugal, depois para o Instituto Hidrográfico e, finalmente, para a Universidade do Algarve. Com o estatuto de Professor Convidado ou Visitante, manteve activa colaboração com diversas universidades portuguesas e estrangeiras (Espanha, França, Reino-Unido, Itália, Estados Unidos, Cabo Verde, Angola e, ultimamente, Brasil). Participou em várias delegações do governo português ao estrangeiro, tendo sido, durante alguns anos, delegado de Portugal no Programa MAST – Marine Advanced Science and Tecnology, da União Europeia. Nos últimos anos tem vindo a produzir vários livros sobre Paleoclimatologia, História do Ambiente, Climatologia Histórica e História da Ciência.

Viriato Soromenho Marques


Professor Catedrático de Filosofia na Universidade de Lisboa, é membro da Academia das Ciências de Lisboa e da Academia de Marinha. Foi Vice-Director da European Environmental and Sustainable Development Advisory Councilsnetwork (2001-2006); membro do EC High Level Group on Energy and Climate Change (2007-2010); e Director do Programa Ambiental da Gulbenkian (2007-2011). Actualmente, é Consultor Especial do Conselho de Curadores da Fundação Oceano Azul. Escritor prolífico e orador, trabalha sobre Filosofia Política, Ambiente e Alterações Climáticas, Federalismo Americano e União Europeia.

 

Parceiro local

James Beattie
Historiador Ambiental | PhD

Professor Associado da Vitória Universidade de Wellington, Nova Zelândia, e Investigador Sénior da Universidade de Joanesburgo, é historiador ambiental e trabalha sobre as conexões imperiais entre a Austrália, Nova Zelândia, China e Índia. Produziu estudos sobre conservação, jardins, intercâmbios ecológicos, alterações climáticas e coleccionismo. James é o editor-fundador do jornal International Review of Environmental History, disponível em livre acesso. É também co-editor de duas séries de livros: Palgrave Studies on World Environmental History e Routledge Research on Gardens in History.

Tendo trabalhando sobre a história comparada das intervenções humanas nas dunas da Austrália, Nova Zelândia e Índia, no livro Empire and Environmental Anxiety, James vai colaborar com o Projecto DUNES, na preparação de um estudo sobre história trans-nacional das dunas.

 

Davis Pereira de Paula
Geógrafo | PhD

Professor de Geografia e investigador do Laboratório de Geologia e Geomorfologia Costeira e Oceânica, da Universidade Estadual do Ceará. Foi coordenador brasileiro da Rede BRASPOR, entre os anos de 2015 e 2017, uma rede informal de cientistas do Brasil e de Portugal, que se dedica a estudar os ambientes costeiros e suas sinergias. Trabalha na área de Geografia Costeira, com ênfase em Dinâmica, Conflitos, Planeamento e Gestão de ambientes costeiros; História Ambiental; e Interacções Homem-Meio. Existindo já uma antiga e estreita colaboração, Davis será o perito do DUNES no Ceará, onde se localiza um dos casos de estudo do projecto.

Antonio Ortega Santos
Historiador Ambiental | PhD

Professor de História Contemporânea na Universidade de Granada (Espanha). Coordenador da Rede Universitária Espanhola de História Ambiental (RUEDHA) e membro da Comissão Executiva da Sociedade Latino-Americana e Caribenha de História Ambiental (SOLCHA). É Coordenador do Grupo de Investigação STAND – South Training Action Network of Decoloniality. Tem desenvolvido projectos na Colômbia, México e Espanha, na área da gestão de bens comuns, sistemas agrários e conflitos sócio-ambientais, em oásis. Em estreita colaboração com a equipa do DUNES, Antonio vai trabalhar sobre as dunas de Espanha e da região da Baja California, no México.

Antigos membros

Rita Matildes
Investigadora pós-doutorada

O mundo é tão vasto e fascinante!

Formada em Geologia Aplicada e do Ambiente e Mestre em Engenharia Geográfica. Durante cerca de dez anos, dedicou-se à investigação na área de fotografia aérea e SIG para monitorização costeira. Concluiu o Doutoramento em Engenharia Geográfica em 2016.

Decidiu nessa altura fazer as malas e procurar novas aventuras: durante os últimos 3 anos, trabalhou como especialista SIG na SonaeMC e na Esri Portugal.

Agora, de volta ao mundo de R&D… Acredita que os SIG podem fornecer novos insights e trazer um ar novo ao campo da História Ambiental. Traz também consigo uma paixão: a comunicação de ciência.”